14 de dezembro de 2012

Vídeo de Natal de 2011 da Zaffari

Mais de 10 anos que eu passo o Natal longe da minha família, e esse vídeo me emocionou muito o ano passado. Espero um dia ter "tempo"...

:(

23 de outubro de 2012

Nova caxinha surpresa - Beauty Club #1

Nova caixinha, e eu como sempre estou aqui para ficar louca e comprar. O preço é o mesmo que as outras,  10€ ao mês.

8 de setembro de 2012

Clarisse e seu castelo de areia



Em um dia nublado, com cheiro de terra, Clarisse estava pensativa, pensava se a vida valia a pena, sentia uma dor no peito, aquele vazio imenso, pensava nas palavras ditas e as que ficaram por dizer.
Sempre sonhou com sonhos altos demais, porque sonhar era a porta para a realidade, mas não com Clarisse, ela era como imã que puxava as tristezas e incertezas de uma vida toda criada de ilusão.

Porque com ela era diferente? 
Porque todos conseguiam tudo, e ela seguia no nada?
Eram tantas as perguntas sem respostas, eram tantos pensamentos vazios, um coração magoado, pisado cheio de remendas.

Clarisse trabalhava de garçonete, e sempre atendia meninas da sua idade, todas acompanhadas de suas amigas, com uma vida estipulada "normal", meninas que faziam faculdade, que tinham amigas, que tinham pais, e muitas até um anel no dedo.
E Clarisse, era uma simples garçonete, com sonhos imensos, se sentido pequena na frente daquelas "normais", seguia ali limpando copos e servindo pratos, enquanto escutava a vida gritar la fora, e ela presa naquele balcão.
Aquele balcão que ela odiava, onde ela tinha todos os pensamentos ruins, onde ela se sentia pequena, o mundo era tao grande la fora, entretanto Clarisse era pequena demais...
E mais um dia ela via sua imagem refletir naquele maldito copo, o qual ela já tinha limpado mil vezes, e voltava a sua mão, assim como os seus pensamentos fracassados, voltavam junto com ele.

Clarisse pouco a pouco ia enterrando seus sonhos com seus fracassos. Era mais um dia de incertezas, ela acendia um cigarro e seguia sonhando com seu castelo de areia. 

Continua...


Srta. Louca


21 de junho de 2012

7 de maio de 2012

Clarisse, doce Clarisse


Clarisse era uma menina meiga, ela cresceu sem pai e sem mãe, foi criada pela avó, a qual ela ama incondicionalmente. 
Ela sempre teve medo do futuro, talvez por ser uma pessoa simples, sua infância foi como de muitas crianças, mas ela não entendia isso, ela não entendia o porque o Papai Noel não levou aquela boneca que ela tanto queria, ou porque suas amigas tinham uma bicicleta nova e ela andava com roupa velha e furada. 
Ela chorou muito no dia das mães, quando todas suas amiguinhas dançavam e no final levavam um pedaço de bolo para suas mães, e a pobre Clarisse, como sempre, ficou buscando a quem dá seu pedacinho de bolo, e não havia ninguém para recebê-lo. 
Ela chorou muitas vezes quando ouviu um: "Não" no dia do seu aniversário, quando ela só queria escutar: "Parabéns".
Ela cresceu cheia de cicatrizes que talvez nunca desapareçam, ela manteve seus sonhos bem longe da realidade, e assim foi parando de acreditar neles. 
Quando pequena, brincava de professora, de dona de casa, e também de empresária.
O tempo foi passando e seus sonhos ficaram ainda mais longe, ela jamais conseguiu ser alguém importante, jamais conseguiu nem mesmo um diploma pendurado na parede.
Ninguém ensinou ela se comportar numa mesa, assim que até hoje ela passa vergonha quando come com o garfo na mão direita. 
Ela tenta ser forte, mas existe dias que ela desaba, então ela chora como aquela menininha com o vestido furado, querendo apenas um parabéns de alguém querido, querendo ouvir que alguém se importa com ela.
Clarisse sempre quis demais, ou talvez de menos... 


Continua...


Srta. Louca